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História do Skate | Os começos do skateboarding | Fillow

História do Skate

O começo do skate é um pouco difuso, porque não há um único momento ou uma única pessoa que o patenteasse, e de quem possamos dizer que foi a inventora do skateboard. O skate nasceu de maneira casual e foi evoluindo de forma própria até chegar a ser como é hoje em dia.

Neste artigo vamos falar de algumas da etapas mais significativas desta evolução e dos seus protagonistas, para termos uma ideia de tudo o que houve antes de chegarmos ao patim moderno.

Anos 50 – Nascimento do Skate

Nos anos 50 foi quando tivemos notícias das primeiras tábuas de skate. Mas, como já explicamos, não há uma pessoa concreta a quem atribuir o invento. Parece que surgiu de maneira espontânea entre várias pessoas ao mesmo tempo. Foram os surfistas da zona de Califórnia os que, para matar o tempo nos dias sem ondas, decidiram montar quatro rodas de patins a uma tábua de madeira e brincar de surfar no asfalto. Obviamente, estes skates eram muito rudimentares. Usavam-se rodas metálicas e somente para descer ladeiras tentando copiar os movimentos do surf.

Naqueles anos começaram a fabricar elementos específicos para o skate. O dono de uma loja de surf em Los Ángeles, chegou a uma companhia Chicago Roller Skate Company para que fornecessem rodas especiais para montá-las numa tábua de madeira.

Anos 60 – O crescimento e a caída do skateboarding

Nos anos 60 a popularidade do skate começa a crescer e aparecem as primeiras companhias especializadas na fabricação de patins. Marcas como Jack’s, Hobie e Makaha começam a realizar as primeiras competições. Como é lógico, era um estilo que nada tinha a ver com o skate moderno. Naqueles anos, as disciplinas mais populares eram slalom e freestyle, um freestyle muito básico que assemelhava-se a um baile com os pés na tábua.

Ao redor do ano 65, esta moda do skate caiu e parecia que ficaria como algo anedótico que não iria crescer mais. As poucas empresas surgidas, fecharam e, novamente, não hvia material de skate para comprar. Apesar das dificuldades, os skaters continuavam a praticar por conta própria. Voltaram aos começos, e cada um construía o seu skate como podia. Eram usadas rodas de argila, muito perigosas e difíceis de controlar.

Anos 70 – A revolução do Skate

Quando tudo parecia estar perdido, ocorreu um desses fatos que altera o curso de tudo. Frank Nasworthy inventou as rodas de uretano em 1973 e fundou a empresa Cadilla Wheels. Estas rodas fizeram que muita gente voltasse a ter interesse no skate, e a popularidade aumentou.

No ano 75, num campeonato de slalom e freestyle em Del Mar, Califórnia, o time Zephyr mostrou uma maneira de andar de skate que não tinha sido vista nunca e mostraram que o skate podia chegar a ser. Desde aquele dia, o skate deixou de ser considerado como um simples passatempo marginal, e foi visto como uma prática séria e com muito potencial. Alguns dos participantes daquele time eram Jay Adams, Tony Alva, Stacy Peralta, etc.

Outro momento histórico daquele dia foi o invento do Ollie, por Alam Gelfand. Este truque revolucionou o skate para sempre, com a descoberta das infinitas possibilidades.

Anos 80 – Nascimento do Skate Moderno

Os anos 80 supuseram o nascimento do Skate Moderno, tal e como o conhecemos hoje em dia. Começou a evoluir muito em questões de material e truques. O Vert era a disciplina mais popular, mas a finais dos anos 80 o street começou a crescer muito também.

Podemos dizer que os anos 80 foram os anos dourados do skate. Foi a década na que surgiram marcas míticas como Powell Peralta, Vision, Santa Cruz, Independet, etc.

Os anos 80 coincidiram com o auge do vídeo VHS e os vídeos de skate internacionalizou a sua popularidade. Muita culpa disto é da Bones Brigade, um dos times mais lendários que já houve e cujos vídeos supusseram um antes e um depois do skateboarding. Proliferaram as lojas de skate em todas as cidades e, com elas, surgiu uma legião de jovens skaters.

Naquele time estavam algumas lendas do skate como Tony Hawk, Steve Caballero, Rodney Mullen, Lance Mountain, Stacy Peralta, Mike McGill, etc. Nomes muito conhecidos ainda hoje e muitos ainda em activo. Também temos de lembrar as tábuas daqueles dias. As que conhecemos hoje como “old school”, com uns desenhos incríveis e que também ajudaram a despertar interesse no skateboarding.

Anos 90 – A expansão do Street no Skate

Nos anos 90, a popularidade do skate voltou a cair bastante. O patim foi muito associado ao estilo underground, e os skaters não tinham muito boa reputação. O Vert caiu ao longo de anos no esquecimento, e o Street cresceu muito. Jovens de todo o mundo assaltaram as ruas e aproveitaram qualquer obstáculo do mobiliário urbano para fazer truques. O material evoluiu até quase o skate que conhecemos hoje em dia. As formas das tábuas modificaram-se até ser as actuais e o tamanho das rodas foi muito reduzido.

A mediados dos anos 90, com essa imagem dos skaters associada ao punk e à rebeldia, o skate voltou a estar de moda na juventude de uma geração insatisfeita.

Os próprios skaters fundaram muitas marcas de skate e de sapatilhas. Marcas que hoje em dia são já históricas como Flip, Toy Machine, Anti Hero, Creature, etc.

Anos 2000 – A consolidação do Skateboard

A finais dos anos 90 celebrou-se a primeira edição dos X-Games. Este evento teve um grande resultado mediático para o mundo do skate, e o mostrou às grandes audiências. A partir dai, sem perder a sua essência, foi conhecido como prática desportiva e um espectáculo.

Televisões, grandes marcas, videojogos, etc, interessaram-se pelo skate como negócio e como desporto e a indústria do skate cresceu muito em todos os níveis. Isto fez com que houvesse muito mais skaters e surgissem skate parks em todo o mundo.

Agora mesmo estamos num ponto no que o skateboard pode ser entendido desde diversos pontos de vista. Continua a haver skaters em contra das grandes competições, da exposição mediática e da indústria em geral, para os que andar de skate é um modo de vida… e muitos outros skaters o vêm como um desporto muito mais profissionalizado, que deu estrelas do nível de muitos outros desportos tradicionais.

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